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The Click Five é mais uma banda americana que fez sucesso repentino e depois desapareceu. Eu, como boa adolescente que era, virei fã das letras e caras bonitinhas e da guitarra barulhenta. Aos 15 anos, quando fui à Disney, comprei o tão desejado CD da banda, que depois de algum tempo deixei pra lá. Isso foi em 2007, eu era segundo ano do ensino médio. Eu to falando de The Click Five porque hoje, maio de 2011, quinto período da faculdade, eu resolvi arrumar meus CDs, e achei a relíquia que eu comprei em Orlando. É o segundo da banda, chamado Modern Minds and Pastimes. As letras ainda são lindas, a guitarra continua barulhenta. O encarte está do mesmo jeito que em 2007. Conservado. Como eu, que em 2011, me identifico com a mesma música que eu me identificava em 2007. É… Talvez as coisas não tenham mudado tanto assim.

Maybe we’re trying
Trying too hard
Maybe we’re torn apart
Maybe the timing
Is beating our hearts
We’re empty

O GLORIOSO

Ganhando ou perdendo, meu coração é do LEÃO!

abril pro fim

Essa é a segunda vez que eu entro em abril com lágrimas nos olhos. Mas dessa vez, eu não chorei sozinha. E tá doendo muito, mês de abril. Talvez eu devesse riscar você do meu calendário. E ai, quem sabe, você parasse de riscar as pessoas do meu coração.

Talvez meu inferno astral se concentre nesse período. Mas Deus do céu, até quando?

Não se afobe, menina. O mundo não acabou, seus pés ainda estão no chão, e não vão sair de lá. Esse buraco que você está sentindo é só do lado de dentro, você não vai tropeçar e cair nele. E esse peso que você carrega vai ficando mais leve, mais leve, até desaparecer. E ai você vai respirar fundo de novo, e perceber que tudo passa. Uma hora passa. Tem que passar. Pelo menos até o ano que vem…

it’s going to bleed… sometimes

A parte fácil é descobrir que não dá mais pra continuar como tá.

A parte difícil é descobrir como dizer isso sem parecer uma facada no coração.

A parte mais difícil ainda é saber que, com ou sem faca, eu vou terminar com as mãos vermelhas de uma dor que não é minha, mas que eu já senti. Mas é que já não dá mais…

Brandon, essa música nunca fez tanto sentido =x

Levante-me em minha honra
Livre-me desse feitiço
Tire esse peso de cima dos meus ombros
Eu o carreguei bem
Afrouxe essas algemas da pressão
Liberte-me dessas correntes
Não me leve à tentação
Segure firme em minha mão
Alivie minha mente
Retire a cortina de fumaça
E abra o céu
Deixe-me voar
Então eu preciso de uma libertação
Desta mente inquieta
Ajeite meus pés
Quando estiverem tropeçando
E bem, você sabe que dói as vezes
Você sabe que irá sangrar às vezes
Desenterre-me desta árvore de espinhos
Ajude-me a enterrar minha vergonha
Mantenha meus olhos longe do fogo
Eles não podem controlar as chamas
A graça abandonou meus irmãos
Quando a maior parte deles falhou
Eu carreguei bem
Deixe-me voar
Então eu preciso de uma libertação
Desta mente inquieta
Ajeite meus pés
Quando estiverem tropeçando
E bem, você sabe que dói as vezes
Você sabe que irá sangrar às vezes
Agora aguente firme
Eu não procuro uma conversa doce
Eu procuro procuro por tempo
Atingir o topo de uma torre e caminhar sonolentamente
Irmão, porquê as vezes dói…
Você sabe que as vezes irá sangrar
Aguente firme
Você sabe que as vezes irá doer
Quando você me chama
Aguente firme… (x3)
Eu irei escalar o lar daquela sinfonia
E fazê-la minha
Deixe que a sua ressonância
Ilumine o meu caminho
Veja, todos esses sofredores pessimistas
Pretendem me derrubar
Pois então eu poderia usar isto para armazenar
O que encontrei de bom

parabéns

Era o dia do aniversário dela. Ela passou o dia olhando pra a foto no visor do celular, esperando que, a qualquer momento, The Killers tocasse alto e um nome especial aparecesse na telinha.

Mas deu meia noite, e todas as ligações foram iguais.

Ela atualizou as redes sociais o dia inteiro, cruzando os dedos para que pelo menos um, de todos os recados que recebeu, fosse do alguém que, um dia, foi o primeiro a cantar parabéns.

E enquanto ela partia o terceiro bolo que havia ganhado, ela sorriu triste.

Porque o primeiro pedaço teria sido dele.

E quando ela deitou a cabeça no travesseiro, ela quis chorar, mas não o fez. Ela só sentiu um aperto no coração. É que, antes, lembrar do que já foram a fazia feliz.

Mas agora, sempre que ela fica triste, é porque pensou no que deixaram de ser…

o que deve ser.

A verdade é que você nem quer ficar nem sair. E, talvez, tenha sido a ideia de que eu escapei entre seus dedos que fez tudo isso acontecer. Mas, talvez, agora seja tarde. Não tarde demais, mas tarde. A verdade é que não é justo quando você pergunta se eu não reconheço mais o teu perfume, quando você sabe que eu reconheço. Talvez, você só queira que eu chegue perto do teu pescoço novamente.  Teu charme era fatal ou, talvez, foi só pra mim? A verdade é que sem você, não tem direção. Mas, talvez, com você, nada funcione. A verdade é que tudo agora é de outra forma.  E uma parte de mim te quer aqui, mas, talvez, você só esteja aqui agora. Eu cansei de tentar elaborar teorias. A única verdade é que to vivendo o drama que não sei como escrever.

É difícil fazer escolhas quando a variedade é tão confortável. Hoje fico sem você. Não é certo nem errado. É só o que deve ser.  Tá chegando o natal. Eu vou dar um presente a alguém que tem segurado minha mão há dois meses. E, dentro da caixa, junto com seja lá o que for, vou colocar também meu coração. Espero que cuidem bem dele.

adesivos

Quando eu era sexta série, eu rabiscava a minha inicial e a dele em uma página qualquer do caderno. Depois eu ficava com vergonha, e colava um adesivo em cima. Hoje eu to rabiscando uma história cujo protagonista eu não faço a menor ideia de quem seja. E às vezes, eu fico com vergonha dela.

Eu queria poder colar um adesivo. Mas no meu caderno não tem mais.

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