o que deve ser.

A verdade é que você nem quer ficar nem sair. E, talvez, tenha sido a ideia de que eu escapei entre seus dedos que fez tudo isso acontecer. Mas, talvez, agora seja tarde. Não tarde demais, mas tarde. A verdade é que não é justo quando você pergunta se eu não reconheço mais o teu perfume, quando você sabe que eu reconheço. Talvez, você só queira que eu chegue perto do teu pescoço novamente.  Teu charme era fatal ou, talvez, foi só pra mim? A verdade é que sem você, não tem direção. Mas, talvez, com você, nada funcione. A verdade é que tudo agora é de outra forma.  E uma parte de mim te quer aqui, mas, talvez, você só esteja aqui agora. Eu cansei de tentar elaborar teorias. A única verdade é que to vivendo o drama que não sei como escrever.

É difícil fazer escolhas quando a variedade é tão confortável. Hoje fico sem você. Não é certo nem errado. É só o que deve ser.  Tá chegando o natal. Eu vou dar um presente a alguém que tem segurado minha mão há dois meses. E, dentro da caixa, junto com seja lá o que for, vou colocar também meu coração. Espero que cuidem bem dele.

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adesivos

Quando eu era sexta série, eu rabiscava a minha inicial e a dele em uma página qualquer do caderno. Depois eu ficava com vergonha, e colava um adesivo em cima. Hoje eu to rabiscando uma história cujo protagonista eu não faço a menor ideia de quem seja. E às vezes, eu fico com vergonha dela.

Eu queria poder colar um adesivo. Mas no meu caderno não tem mais.

Carrossel.

Gira, gira, gira. Gira cabeça mundo coração.

Eu sei que não devia, mas vou lá e faço. Eu sei que não podia, mas fui lá e fiz.

Gira, gira, gira. Gira rápido, sem sentir.

Não tem trava nem corrente,

só tem um par de mãos pra segurar. (-Não me solta, menino! Eu tenho medo de cair…)

O vento bate no rosto. E às vezes, a vida bate também. E então tudo para.

E para tudo sem parar.

E é nessas horas que eu fixo meus pés no chão, e sinto vontade de vomitar.