mrs. brightside

Eu desisto. Joguei a toalha, levantei a bandeira branca. Não tenho mais paciência pra insistir numa coisa que, na prática, só há um interessado. Tô fora. J á perdi demais nisso, e não tenho a menor disposição pra perder mais.

Eu não quero me casar com você. Em nenhum momento minha intenção era séria. Mas se não quer, NÃO ME INSTIGUE. Porque na hora, você vai embora, e eu fico com meus pensamentos no chão. Não mais, baber, não mais.

Um brinde pra mim, que tentei. E um brinde pra a lua, que já não é a mesma sem você pra olhar comigo.

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com sabor de choque elétrico

Não dá pra negar: a gente adora um romance. Não um romance romântico, desses com flores e bombons (sinceramente, se um cara me desse um buquê, quem ia botar na água era minha mãe). Não. A gente gosta é daquele romance que sacode a rotina (o que sacode, porque o que nos tira da rotina não é romance, é caso. E ai são outros 500). A gente ADORA ter em quem pensar nas aulas chatas, ter sobre quem fofocar com as amigas, ligações embriagadas na madrugada, SMS no horário de trabalho. Nada nos deixa mais tabacudas do que marcar um encontro. Vai dizer que tu não liga na hora pra tua melhor amiga pra perguntar a ela com que roupa tu vai? Não? Hahaha, faça-me rir. A gente aaama jogar o armário todo em cima da cama, e faltando 30 minutos pra a hora marcada, ainda não saber se vai com o vestido preto ou o roxo. E quando chegar em casa, com aquele sorriso idiota de quem trocou bactérias benéficas, ter pena de tomar banho pra não tirar da roupa o cheiro do perfume dele (vale até dar aquela cheiradinha). Ah, e sem esquecer de correr pro MSN, que é pra ver se ele ta on pra te dar boa noite e um =*.

A gente gosta até da parte que, só de drama, dizemos que é um caos: você não para de pensar se ele pensa em você, se vai ter futuro, se ele ta te enrolando… Ah vai, é até uma ocupação divertida pra aquela tarde vazia. E a gente vai levando. Se queimando, sorrindo, chorando, estressando, criticando, beijando, abraçando, com o coração – e o juízo – ardendo.

Mas nada melhor pra nos deixar de bom humor que um romance. Fikdik.

pra frente, pra sempre

Querido, por muito ou pouco tempo, nós dois fomos quase um. Compartilhamos experiências e tivemos nossos momentos e momentos.

E ainda to colando meus pedaços, e tenho sido muito bem sucedida nisso. Então pare de dificultar as coisas! Pare de querer ser onipresente na minha vida.

Não há mais espaço para isso.  Eu não estou te colocando para fora. Mas o vento que sopra da vida lá fora  já passou por aqui. E  fez bater a porta.

“Eu escolhi meu caminho sem você
Mas me afastar não quer dizer que esqueci
É que seguir sem mudar ou crescer
É o mesmo que não ter aonde ir

Eu penso em você todos os dias
E rezo pra ferida virar cicatriz
Mas não tem como dizer que eu não queria
Que a gente tivesse um final mais feliz”

(Montes claros – Unidade Imaginária)

just wanna have fun

-Oi, fim de semana, quer casar comigo?   Tenho certeza que seríamos feliz para sempre!

because i want it all

Eu e você no bar. Pra quê? Depois da quarta (ou foi a quinta?) garrafa, a única coisa que eu sentia era o cheiro do teu perfume ardendo, latejando no meu nariz. E ai as amiga começam com aquele discurso de ‘se você quer fazer, então faça’. Mas entre querer fazer e fazer a distância é considerável. Em mim, a batalha razão x emoção já tava sendo travada. Na minha cabeça, o letreiro neon piscava. PERIGO. Mas o álcool nas minhas veias embaçava a mensagem. Por fim, fui pra longe, sentindo o teu perfume me afetar as coordenadas.

E em casa, ficar lembrando de tu olhando pra mim com aquela cara que só tu sabe fazer, só me faz ter certeza de uma coisa: pior que se arrepender de ter feito, é se arrepender de NÃO ter feito. Mas o fim de semana ainda tá começando. Me aguarde.

eu me quero bem

XxXxX diz: eu quero que ele vá pra bem longe de mim, pq ele é lindo demais, fofo demais, me trata bem demais, e isso é igual a ‘não vai prestar’

Não, isso não significa que mulher só gosta de homem que pisa. Isso significa que vocês, homens, já nos ensinaram a acionar aquela válvula, aquele botãozinho que fica escondido e muitas vezes a gente hesita em apertar, porque não quer que o encanto acabe: o amor próprio. É isso mesmo, menina. Se não vale a pena, sai dessa. Se o coração a ser jogado na parede quando encerrar essa timeline vai ser o seu, então encerra esse ciclo, sacode a poeira. Chama o garçom e pede pra ele trazer um novo amor pra viagem. Mas se apaixone sempre. Por você mesma. Porque ao contrário do amor, o amor próprio não acaba nunca. Foi Drummond quem disse.

Seja sua, só sua. E não de quem quiser